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Se quiser manter arrumada sua vida, mantenha arrumado seu guarda-roupas

Há um ditado que diz: se quiser manter arrumada sua vida, mantenha arrumado seu guarda-roupas. Se você nunca ouviu, ao menos essa frase tenho certeza que sim: há que se abrir espaço pro novo e deixar a energia circular. Acertei?

Já percebeu a quantidade de profissionais de organização surgindo, pagos para arrumar sua casa inteira para você e, consequentemente, a sua vida inteira? É claro que você pode – e deve – fazer isso [email protected] Só você sabe de você. A ideia de manter um guarda-roupas devidamente arrumado é não perder tempo procurando alguma coisa ou se apegando a algo que não usa mais, pois isso pode gerar ansiedade e frustração.

Tire desse armário sentimentos como angústia e desânimo.

1. Bagunça e energia parada

Estar desorganizada, com energia baixa acumulada, sem circular ou transmutar, pode te fazer perder um tantão de energia vital. Já imaginou mentalizar, todas as vezes que precisar sair: não tenho roupa! Ou encontrar uma peça antiga, com o desejo de que, no futuro, vá servir, e passar a vibrar essa frustração, pelo simples fato de ter encontrado esta peça?

É mais fácil, é verdade, não olhar para o problema, mas, desse jeito, ele vai permanecer ali, te encarando, a cada vez que você abrir a portinha, como o monstro que habita o armário. Tire desse armário sentimentos como angústia e desânimo.

Tire um tempinho para organizar o guarda-roupas e faça de uma única vez.

2. Arrumar é meditar

Não se engane, porém. A organização é uma prática - porque a gente não é organizado, a gente está organizado. Mantendo tudo sempre organizado, sobra tempo para o que importa na vida: e isso pode ser qualquer coisa que você quiser.

Marie Kondo, a autora do famoso livro: “A magia da arrumação”, aparece como uma expert e dela podemos tirar algumas dicas fundamentais pra manter a vida e/ou o guarda-roupas em ordem, como tirar um tempinho para organizar o guarda-roupas e fazê-lo de uma única vez.

Essa ideia lembra muito a prática da meditação: você se conecta com o agora, com os seus desejos e os seus sentimentos. Parece que não vai funcionar, mergulhar do raso da aparente futilidade de uma peça de roupa aos recôncavos do nosso ser, certo? Mas autora do livro acima apresenta relatos de clientes que chegaram a mudar de emprego ou acabaram casamentos.

Lavar a louça pode ser uma terapia.

3. Mudanças práticas

Calma! Não é isso que vai acontecer com você, mas é uma terapia no sentido de pensar nos seus desejos. Todo mundo já lavou louça ou cozinhou, né? E já ouviu algum comentário sobre essas atividades serem uma terapia, acertei?. E são mesmo!

Há um dizer budista, tirado do livro “Cozinhar”, do Michael Pollan, que diz: “ao cortar cebolas, apenas corte cebolas”. Ou seja, não resista ou reclame, apenas esteja ali, praticando e percebendo tudo que vai acontecer com você e quais pensamentos surgem. Note o momento em que as atividades de arrumar o armário e arrumar dentro da gente entrarão em sintonia.

Viver com menos é mais a partir do momento que a gente se liberta de tanta coisa que está parada, acumulada, sem uso e sentido, vibrando em frequência baixa. Ao arrumarmos nosso armário, passamos a dar mais importância para ser do que ter – e, cá entre nós, você pode ser e usar o que você quiser.

Você pode doar as peças que não usa mais ou vendê-las.

4. O que fazer com as roupas sem uso

Sem regras, você pode doar as peças, transmutando a energia ou vendê-las, porque elas valem dinheiro. Você decide, a partir de algumas peças de roupas, e é este o momento da sintonia afinada. Pense: vou usar hoje? Há quanto tempo não uso? Vou doar? Vou vender? Vou trocar?

Uma limpeza bimestral, mensal ou semanal? Depende! Você vai sentir qual o melhor tempo para organizar o seu guarda-roupas, sem regras e com equilíbrio, cuidando para que, como já disse a psiquiatra Nise da Silveira, não se curar além da conta: “Gente curada demais é gente chata”.

5. Equilíbrio

É importante equilibrar os aspectos da vida, sem cobranças, mantendo o foco consciente do motivo de estar organizando. Como já dito, lembre-se que estar organizado é prática ativa e não estática.

Faltaria graça a vida sem uma baguncinha nova para arrumar, um frio na barriga por encontrar uma peça escondida entre outras duas, sem o procurar e sem o encontrar.

Assim, cuide-se: tanto da sua mente e quanto do seu armário, mas sem se cuidar demais. A Clarice Lispector, em trecho tirado do livro Correio Feminino, há muito já deu a dica: “Não exagere, não faça de sua casa um lugar de cerimônias e deveres, onde tudo é proibido. Deixe que ela seja um verdadeiro lar, o melhor lugar do mundo. [...]

E você? Tem na sua casa um verdadeiro lar? O seu lugar ideal onde todos os dias pode até tirar algumas horinhas de férias? Onde você é você mesma com todo conforto e também com algumas imperfeições que são mesmo da vida. [...]?” E aí, já programou essa arrumação-terapia?

Texto: Julia Stano De Luca